quarta-feira, 16 de julho de 2008

O FIM DO SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO

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Face à proposta do Governo e à entusiástica concordância da generalidade da sociedade portuguesa com a qual parecem conformar-se quase todos os partidos com assento parlamentar. Um ponto de vista que colide com o pensamento e o sentir da generalidade dos Compatriotas e Nacionalistas.

Não estamos no tempo em que o signatário foi incorporado 4 anos e 4 dias numas Forças Armadas que obedeciam à voz do dono. Não temos a guerra injusta e criminosa que inviabilizou uma descolonização menos traumática. Não temos um Governo ilegal e prepotente como aquele que lançou uma geração no pesadelo da guerra colonial.

Mas a democracia que hoje se respira com naturalidade não é uma conquista irreversível. Não há conquistas irreversíveis.

É por isso que deve defenser o serviço militar obrigatório para ambos os sexos. É por isso que entendo que a opinião pública deve debruçar-se sobre uma decisão que, em situação de crise, pode condicionar o nosso futuro colectivo. Serviço militar obrigatório não significa que todos os jovens tenham de ser incorporados e, muito menos, pegar em armas. Significa, isso sim, que as Forças Armadas tenham no seu seio o pluralismo ideológico que se reflecte na sociedade portuguesa e á subrania Nacional.

O voluntariado, a predisposição para a obediência cega, a falta de controlo podem levar a que lenta e paulatinamente se resvale para a criação de uma hidra que em situação de instabilidade sufoque as liberdades e conduza a um Governo autoritário.

Os novos militares sentir-se-ão mais solidários com a entidade patronal que lhes paga do que com a Pátria a que devem obediência.

Não quero que as Forças Armadas voltem a ser a guarda pretoriana de uma ditadura mas sim o referencial de estabilidade e a garantia das liberdades e do regular funcionamento das instituições democráticas.

O serviço militar obrigatório defende melhor os valores da sociedade. Era bom que os compatriotas se pronunciassem a este respeito.

O que se pratica, por exemplo, na Alemanha, um país que é um exemplo em muitas coisas um jovem ao acabar a escola secundária, pode decidir livremente se presta o serviço militar ou se presta outro tipo de serviços à comunidade (e, saliente-se, sem precisar de se declarar objector de consciência). Que tipo de serviços são estes? Podem ser colaborar em hospitais, com os bombeiros, ser nadador salvador, ou outro tipo de tarefas não especializadas que contribuam para o bem estar geral. Serviços que são presentemente prestados por voluntários. Teríamos assim também a vantagem de poder prescindir destes bons samaritanos ou, pelo menos, reduzir a sua importância. É de lamentar caridadezinhas, é preferivel não dever nada a ninguém, e que a sociedade também não deva: estes serviços seriam obrigatórios, prestados por toda a gente (homens e mulheres, claro) em alternativa ao serviço militar. Seria democrático. E sem excepções.
Estes serviços teriam de ser prestados com seriedade, responsabilidade e disciplina, e com a sensação de que se estava a fazer algo de útil.

3 comentários:

Anónimo disse...

Concordo com o serviço militar obrigatório, por muitas razões. Os jovens portugueses estão habituados ao facilitismo, e o que é feito desses militares altamente treinados e espacializados que acabaram contrato? Pois esses vão para o desemprego e são alvos fáceis da dita máfia, são contratados para fazer trabalhos criminosos porque são muito bons. Toda a gente sabe que se vai buscar este tipo de soldados á ex Juguslávia pelos mesmos motivos. Com o fim da ex Juguslávia ficaram muitos soldados especializados fora dos novos exércitos.... Estaremos nós a treinar mercenários? ass Marco

PILOTO disse...

Eu fui comprir o meu dever como cidadão e homem pela patria por isso cumpri o serviço militar, é um erro que tenha acabado o serviço militar obrigatorio acho que faz falta para impor valores perdidos.

Hugo Filipe disse...

Prestei 4 anos de serviço militar

Acompanhei a transição do fim do SMO para o apenas voluntário

Reparei em:

muitos jovens deixaram de ter acesso `ÚNICA INSTITUIÇÃO QUE LHE IMPUNHA REGRAS, HORÁRIO E RESPEITO

muitos deixaram de saber a história da sua bandeira ou o seu Hino

Mas para alguns estamos melhor:
jovens mais gordos e com menos condição física
jovens com menos respeito pelos outros
Jovens que se tornam adultos mais tarde